segunda-feira, 26 de abril de 2010

Jumbo Elektro


JUMBO ELEKTRO
TERRORIST!? THE LAST ALBUM

http://www.jumboelektro.com.br

Com o Jumbo Elektro, é sempre diferente.

Foi assim em seu inesperado surgimento, em 2003, a partir de ensaios da banda Cérebro Eletrônico que culminaram com uma anárquica temporada de shows na Torre do Doutor Zero, em São Paulo, e com a rápida criação de um público fiel; também foi diferente quase tudo no lançamento do primeiro álbum, “Freak To Meet You – The Very Best of Jumbo Elektro – The Ultimate Compilation” (Reco-Head, 2004). Era uma inédita “coletânea de estréia” meio rock, meio electro e que fez história na cena independente brasileira por suas músicas poderosas e grudentas (no bom sentido, é claro).
E será diferente agora, com a aguardadíssima chegada de “Terrorist!? The Last Album”. A banda promete mostrar aos fãs em primeira mão suas dez músicas e em seguida… tomar uma dose de chá de sumiço.
Sim, por mais uma série de suas tipicamente bizarras missões, envolvendo o combate a vilões intergaláticos de seriados japoneses, o aperfeiçoamento poliglota do embromation arcaico, entre outras tarefas, os seis componentes do Jumbo Ekeltro se desintegrarão após este concerto.
O retorno é prometido para “em breve”. Fontes que se recusam a revelar suas identidades garantem que esta volta ocorrerá no próximo carnaval. Outras juram que o indomável grupo paulistano não subirá num palco até a Copa de 2014.
Fato certo é que, entre o sucesso de “Freak to Meet You” e “Terrorist!?”, se passaram quase cinco anos, período que a banda enfrentou mudanças em sua formação (saíram o guitarrista Otto Van der Wander e o baterista Lê Cheval, entrou o baterista Sosa Lima) e aproveitou para maturar o seu novo repertório.
E se mantém características da primeira geração jumbônica, como o faro pop e a pegada disco-punk-baderneira, o novo conjunto de músicas denota também uma série de outras marcas desta segunda fase. Há melodias muito elaboradas e arranjos vocais ainda mais complexos, entre outras novidades notáveis de um álbum para o outro.
Mais orgânico que eletrônico (principalmente em relação a “Freak to Meet You”), “Terrorist!?” foi produzido pelo tecladista, vocalista e membro fundador Dimas Turbo (aka Dudu Tsuda). Ele cuidou para que os registros fossem fiéis aos arranjos de palco, e mesmo quando acrescentou belas orquestrações, o fez de forma condizente com as estruturas originais das músicas. O resultado é mais uma bolacha que deve marcar época.

Abaixo está explicado, faixa a faixa, o porquê dessa aposta:

-Dylan Sings Bowie
Sem maiores firulas, a pedrada que abre “Terrorist!?” pega o ouvinte de jeito, mais cedo ou mais tarde. Alguns se rendem já na introdução com pianinhos infantis e o baixo melódico típico de Hans Sakamura, um devoto descarado de “Substance”; outros aguentam a chegada da letra, uma rara aparição do inglês puro em meio à derivação anglófona do embromation, o dialeto jumbônico principal; há inclusive quem resista até a explosão do refrão instrumental. Mas antes do final, quando Frito Sampler solta a voz raivosa sobre riffs poderosos de Dr. Góri, há uma única certeza: será impossível não dançar.

-Japoteca
Certos arranjos vocais inusitados só têm aparecido em gravações do Jumbo. Os “ua-ua-ua-ua” que marcam esta canção, por exemplo. Eles são de uma estranheza instigante só comparável à existência da Japoteca, que um clube esportivo e social de São Paulo realizava quinzenalmente nos anos 90 para adolescentes da numerosa comunidade oriental da cidade. Um petardo para ferver nas pistas, como aquelas onde bailava a juventude paulistana de olhos puxados naqueles dias nostálgicos de grunge, britpop e poperô.

-Eh o Zizi
Irmã bastarda, mas de primeiro grau do repertório do Cérebro Eletrônico, a banda gêmea do Jumbo Elektro, “Zizi” conduz, via coros de backing vocal e as cordas suingadas de Góri, ao ápice do refrão. Pop embromation para as massas.

-Manifesto
São duas partes igualmente matadoras: a primeira, um bubblegum que evoca a herança ramônica presente em cada um dos Jumbos; e a segunda, o disco-punk também onipresente no DNA do grupo, mas aqui recriado em arranjo futurista que inclui um vocoder demolidor e os beats convulsivos de Sosa. Não dá para ignorar também a performance vocal do versátil Frito Sampler, aqui em sua faceta mais “esgoelada” (outra vez, no bom sentido), como faziam Talking Heads e Gang of Four há três décadas.

-Sunday Squirrel
Este talvez seja o melhor exemplo da evolução melódica jumbônica do período entre os dois álbuns. Sobretudo para os que quiserem traçar os passos do elemento melancólico crescendo nas entranhas autorais da banda. O mesmo vale para a elaboração do arranjo, incluindo as harmonias vocais, mais um dos necessários elos propostos pelo Jumbo: o do melhor dos anos 80 com a promissora segunda década do novo milênio.

-Rachel
Como a faixa acima, esta ajuda a definir a atual fase do Jumbo, na qual o entrelace de melodias em arranjos mais complexos dão juntos a base para grandes canções. Uma das favoritas do público nos shows, “Rachel” é candidata a clássico instantâneo agora que foi registrada em disco. Seja pela linha mágica de teclado, impossível de tirar da cabeça após uma única audição, ou por Frito indo do crooner calmo ao rocker insano, ou ainda pela palhinha vocal de Góri.

-Eletróns Medievais
Alguns dirão que esta é a continuação de “Happy Mondays”, uma das pérolas do primeiro álbum do Jumbo, tamanho o seu parentesco com o som ácido e pesado da cena Madchester dos anos 80 e 90. Que os ouvintes tirem suas conclusões, é claro. Mas seguramente não lhes passarão despercebidos, além do refrão mortal, os preciosos grooves recortados de bateria e as guitarras dissonantes.

-I Wanna Fuck
As vozes ograis de General Elektrik e seu vocoder descontrolado podem assustar os desavisados. A explosão distorcida do refrão também. Não é para menos, afinal o Jumbo aqui encarna o demônio do rock industrial de cara suja e gótica. Mais uma das influências do grupo, aliás.

-Terrorist
Outra vez o nó bem dado entre guitarrinhas cortantes e o baixo agudo melancólico dão a cara da música. Cara esta que se transforma em muitas com a participação vocal solo sensacional de Hans Sakamura e o coro coletivo gritalhão do refrão, ambos movidos pela locomotiva disco-punk de Sosa.

-Run Away from the Picnnic Majestic
Da introdução com camas de teclado ao final caótico e brutal, “Run Away…” é como uma história cheia de detalhes, mas contada de forma direta, em pouco mais de 5 minutos. Os vocais e a orquestração magistral de Dimas Turbo remetem a canalhices melancólicas que ecoam de Paris a Bragança Paulista, ou do Largo da Batata a Tóquio; os interlúdios instrumentais com floreios vocais etéreos são uma surpresa necessária. Some tudo e você terá uma das canções mais bombásticas do álbum.

FICHA TÉCNICA
Gravado no estúdio MCR – São Paulo
Produção: Dudu Tsuda
Mix e Master: Shina
Pós-Produção em “Run Away from The Picnic Majestic”: Shina
Pós-Produção em “Japoteca”, “Zizi” e “Rachel”: Dudu Tsuda e Shina
Edição e Pós-Produção de Baterias: Shina
Produção Executiva: Dudu Tsuda, Tatá Aeroplano e Ju Polimeno


JUMBO ELEKTRO É:
Frito Sampler: lead vocal em todas as faixas e brinquedos bizarros (biribas e extintor de incêndio)
Hans Sakamura: baixo e backing vocal em todas as faixas, lead vocal em “Terrorist”
Dr. Góri: guitarra em todas as faixas/ backing vocals em “Dylan Sings Bowie”, “Rachel”, “Sunday Squirrel”, “Terrorist” / lead vocal em “Rachel” / violão de aço em “Rachel” e “Zizi”
General Elektrik: vocais em “I Wanna Fuck”, “Terrorist”, “Dylan Sings Bowie” / vocoder em “I Wanna Fuck”
Sosa Lima: baterias em todas as faixas, exceto em “Run Away from the Picnic Majestic” e “I Wanna Fuck”
Dimas Turbo: beats em todas as faixas, exceto em “Rachel” e “Sunday Squirrel” / teclados, synths, moogs, Elka, Casiotone em todas as faixas / piano em Rachel / arranjos de orquestra (Run Away e Rachel) / vocoder em “Run Away from the Picnic Majestic”, “Manifesto”, “Rachel”


CONVIDADOS
Zé Pi: guitarras em “Elétrons Medievais” e “Terrorist” / vozes em “Terrorist”
Marcelo Ozorio (antes conhecido como Otto Van der Wander): guitarras em “Rachel” e “Run Away from the Picnic Majestic”
Daniel Setti (antes conhecido como Lê Cheval): bateria em “Run Away from the Picnic Majestic” e “I Wanna Fuck”




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