quarta-feira, 18 de junho de 2014

Nando Monteiro

Nando Monteiro, cantor, compositor e historiador, gosta de fazer música para as mulheres modernas e não se furta a descobrir o universo feminino. "Sou apaixonado por elas!", diz. No seu álbum de estreia, lançado na melhor safra de novos talentos da Bolacha Discos, as composições vêm carregadas de emoção. São nove faixas autorais que passeiam por vários tipos de amor: do romântico à aventura, da paixão à loucura.
                As letras são sensíveis e cheias de detalhes, que agradam em cheio aos ouvidos mais apurados. "O discurso é fundamental pra mim. Gosto de brincar com palavras, e não entrego fácil uma ideia. Procuro construir imagens onde as pessoas possam se imaginar vivendo dentro da música. Estas imagens se tornam “sonoras” também, já que os detalhes nos arranjos entram como elementos que somam e reforçam o visual. Para cada sensação, um estilo musical se sobressai, tudo costurado pelo pop. jovem e contemporâneo, estilo que amarra o álbum.
            O trabalho chamou a atenção do renomado produtor Plínio Profeta, que já produziu artistas como Lenine e Tiê, e agora aposta suas fichas em NandoMonteiro. Plínio extraiu o melhor de Nando e colocou, nas dez faixas, diferentes estilos musicais, sempre ao lado da característica Pop de Nando. “As canções remetem ao melhor do pop nacional e internacional. O disco passeia por vários caminhos musicais. Gravamos tudo ao vivo e a voz de Nando Monteiro, em conjunto com suas composições, dão unidade ao álbum", opina Plínio. "Sua direção foi fundamental, pois ele soube reunir e incorporar minhas diversas influências junto à estética Pop. O disco manteve o calor que já acontecia nos shows, resultando num conjunto quente e intenso", devolve Nando.
                Nando Monteiro considera que este álbum é dividido em duas partes. No "Lado A" as músicas são mais dançantes acompanhadas de assuntos como paixões e conquistas e combinam bem com uma boa pista de dança. Já o "Lado B" é dedicado ao amor romântico, cheio de sentimentos envolventes e desejados. O álbum conta ainda com a regravação da música “Mania de você”, de Rita Lee.
                Logo que o trabalho foi apresentado ao público na Internet, em 2013,Nando escolheu a faixa "Tempo" e produziu o bem bolado clipe, dirigido por Ralph Richter, que esteve na grade do TVZ do Multishow e do Canal Bis. Agora, NandoMonteiro alia o show de lançamento do álbum com o clipe da música "Não é de Coração", que também ganhou remix do internacional Ricardo Imperatore (BotecoEletro).
                Depois de experimentar o repertório no palco em apresentações na noite carioca (casas como Espaço Cultural Sérgio Porto, Zozô e Teatro Café Pequeno), o novo show de Nando Monteiro ganhou toques preciosos com os arranjos inéditos do produtor e músico Donatinho, filho de João Donato. “Entrego uma apresentação com arranjos refinados que traduzem bem a arte de Nando”, afirma Donatinho.
                Além das músicas autorais que estão no seu CD de estreia, NandoMonteiro leva para o palco releituras atualizadas de hits de Marisa Monte, Chico Buarque, Caetano Veloso, Jorge Bem Jor, Tim Maia, Maria Rita, entre outros. O repertório da apresentação mistura clássicos da MPB, pop, R&B e reggae, que dialogam com seu trabalho autoral com os diferentes tipos de amor no seu discurso. O resultado é, não só uma miscelânea de estilos sonoros, mas um show para quem gosta de cantar e dançar. Tudo o que as mulheres gostam! “Afinal, o mundo é delas!”, dispara.
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sexta-feira, 6 de junho de 2014

A vida como ela é


É com enorme prazer que convido a todos a assistirem minha primeira peça de bilheteria. "A vida como ela é" de Nelson Rodrigues. Venham entrar nesse universo comigo, me prestigiar e se surpreender! 

Até Lá!
Camila Ceni


 Informações:
Fone: 3217-3400 

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quinta-feira, 5 de junho de 2014

Momento certo de protestar

Momento certo de protestar
Neste país alguns conceitos sobre qualquer coisa se tornam imutáveis e absolutos. Agora, a moda está sendo a definição do prazo que as pessoas deveriam ter protestado contra a realização da Copa.
Essa defesa vem de pessoas diversas, mas existe um grupo maior que se julga superior aos demais, por seus membros se sentirem os intérpretes corretos, os analistas precisos e os donos de intelectos desmedidos. Tem um desprezo profundo contra quem pensa diferente sobre qualquer coisa. Essa turma já está passando dos limites do bom senso sobre o que defendem.
Essas pessoas têm algumas características diferenciadas da massa. Algumas estão no governo, na maioria em cargos comissionados, sempre escolhidos pelos requisitos de amizade, parentesco e outros meios similares. Esse é o grupo de ferro. Quem pensa semelhante está certo, é adequado, é valioso; quem discorda é retrógrado, equivocado e despeitado. São os proprietários da virtude.
Para eles a “grande mídia” deve ser depreciada e até hostilizada, porque está sempre coordenando os golpes, definindo as ações, os gostos e escolhas dos alienados. Tudo que se veicula na grande mídia não presta, mas nunca apresentaram a parte boa da mídia.
Esse pessoal agora está a favor da realização da Copa, com um argumento que se aproxima do ridículo. No limite da desfaçatez, defende até que “o que tinha de ser roubado, já foi”. E que o momento dos protestos deveria ter sido na hora da escolha do Brasil como país-sede. Não entende que a realização da Copa em si é um pretexto para as manifestações contra todos os desmandos e abusos, de todos os tempos, que a competição mundial somente ajudou a escancará-los.
Nem levam em consideração que ninguém foi consultado sobre escolha alguma. Essa opção passou longe dos mortais. Com a execução das obras escancaram-se os gastos astronômicos, como a diferença entre estádios e essas pocilgas de hospitais públicos, por exemplo. E o processo de reação de massa para assustar autoridades só ocorreu há um ano. Tanto que no início, o desprezo pelas manifestações foi dilacerante. Geraldo Alckmin e Arnaldo Jabor foram os exemplos mais acabados desse descaso.
Parte da imprensa “ruim” - ainda falta a apresentação da boa – está indecisa entre apoiar abertamente o ufanismo tradicional pela Copa, com medo do crescimento e da reação nos protestos.
E, além disso, há outra característica a ser destacada dessa gente que é o exercício intenso da cidadania somente expresso por escritos e verbalmente, já que são incapazes de erguerem a bunda do sofá para qualquer coisa. Com a modernização, eles são o próprio conceito do que seria uma cidadania meramente virtual.
Não assumem a própria incapacidade de protestar sob qualquer hipótese, por mais justo que o motivo. Seguem a linha dos comentaristas de economia e de futebol de que tudo deveria ter sido feito lá no passado. São tão donos de si que esquecem o básico, e aí está o recado principal, de que cabe exclusivamente a quem protesta definir o momento, onde e como protestar.
Pedro Cardoso da Costa – Interlagos/SP
    Bacharel em direito